Comprar a própria casa é o sonho de muita gente, mas o caminho para chegar lá pode parecer um labirinto. O financiamento de apartamento é a ferramenta que a maioria das pessoas usa para abrir essa porta, mas, se você não tomar cuidado, pode acabar cometendo erros que travam todo o processo.

Imagine que você encontrou o lugar perfeito, como o moderno empreendimento Selfie Tech Copacabana, mas descobre na última hora que seu crédito foi negado. Isso acontece mais do que se imagina. Entender como o banco pensa é o primeiro passo para não ser pego de surpresa.

Neste guia, vamos explicar de um jeito bem simples — tão fácil que até uma criança entenderia — quais são os tropeços mais comuns e como você pode evitá-los para conquistar as chaves do seu novo lar.

Não cuidar do “nome limpo” e do Score

O erro número um, e o mais óbvio, é ter restrições no CPF. O banco funciona como um amigo que empresta dinheiro: ele só vai te dar uma nota alta se souber que você paga suas contas em dia.

  • O que é o Score? Pense no Score como uma nota de prova que vai de 0 a 1000. Se sua nota for baixa, o banco acha que você é um “aluno” que esquece de entregar as tarefas (pagar os boletos).
  • Como evitar: Antes de procurar um apartamento à venda em Copacabana ou em qualquer outro bairro, limpe todas as suas dívidas e pague suas contas antes do vencimento para sua nota subir.

Comprometer mais do que 30% da renda

Os bancos têm uma regra de ouro: a parcela do financiamento não pode ser maior do que 30% do que você ganha por mês. Se você ganha R$ 5.000,00, sua parcela não pode passar de R$ 1.500,00.

Muitas pessoas tentam comprar um imóvel caro demais para o que ganham e o banco acaba negando o pedido. O ideal é fazer simulações antes de se apaixonar por um imóvel específico. Assim, você já sabe exatamente quanto o banco vai te emprestar.

Esquecer os gastos extras (Documentação)

Muita gente guarda dinheiro apenas para a “entrada” do apartamento. Mas você sabia que existem taxas que precisam ser pagas à prefeitura e ao cartório?

  • ITBI: É um imposto que você paga para a cidade.
  • Escritura e Registro: É o que prova que o imóvel é seu de verdade.

Esses custos podem chegar a 5% do valor total do imóvel. Se você não tiver esse dinheiro reservado, o processo trava mesmo com o financiamento aprovado.

Fazer novas dívidas durante o processo

Este é um erro clássico! Você consegue a aprovação do banco para o apartamento e, no dia seguinte, resolve parcelar um carro novo ou comprar todos os móveis da cozinha no cartão de crédito.

Não faça isso! O banco pode reavaliar seu crédito antes de assinar o contrato final. Se ele vir que agora você tem uma parcela de carro para pagar, ele pode entender que você não terá dinheiro suficiente para o apartamento e cancelar tudo. Espere pegar as chaves para fazer outras compras grandes.

Não aproveitar o FGTS

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é como um “cofrinho” que todo trabalhador com carteira assinada possui. Muitos esquecem que podem usar esse valor para:

  1. Dar como parte da entrada.
  2. Diminuir o valor da dívida total.
  3. Reduzir o valor das parcelas mensais.

Não usar o FGTS quando se tem o direito é perder a chance de pagar menos juros ao longo do tempo.

Escolher o sistema de amortização errado

Existem dois nomes complicados que você precisa conhecer: SAC e PRICE.

  • SAC: As parcelas começam mais caras e vão diminuindo com o tempo. É como descer uma escada. No final, você paga menos juros.
  • PRICE: As parcelas são fixas, iguais do começo ao fim. Parece bom, mas no total você acaba pagando mais juros para o banco.

A maioria dos especialistas recomenda o SAC, porque você se livra da dívida mais rápido e paga menos “aluguel pelo dinheiro” do banco.

Ter pressa e não comparar bancos

O financiamento de apartamento não é igual em todos os lugares. Um banco pode cobrar 10% de juros ao ano, enquanto outro cobra 9%. Parece pouco? Em uma dívida de 30 anos, essa diferença de 1% pode significar o valor de um carro popular ou até de outro quartinho no apartamento.

Sempre pesquise em pelo menos três bancos diferentes. Às vezes, o banco onde você já tem conta nem sempre é o que oferece a melhor condição.

Esconder informações do banco

Mentir sobre quanto você ganha ou esconder dívidas antigas nunca dá certo. Os bancos possuem sistemas integrados com o Banco Central e descobrem tudo. Se o banco perceber que você omitiu informações, a confiança é quebrada e o crédito é negado na hora. Seja sempre transparente.

Não considerar o Seguro Habitacional

Todo financiamento vem com seguros obrigatórios (Morte e Invalidez Permanente, e Danos Físicos ao Imóvel). Esses seguros protegem você e sua família, mas eles têm custos diferentes dependendo da sua idade e do valor do imóvel. Leia o contrato para entender o que está pagando.

Resumo para não errar:

  • Mantenha seu nome limpo e as contas em dia.
  • Guarde dinheiro para a entrada e para os impostos (ITBI).
  • Não compre nada caro no cartão enquanto estiver financiando.
  • Compare os juros de vários bancos.
  • Use seu FGTS se possível.

Comprar um imóvel é uma maratona, não uma corrida de 100 metros. Com paciência e planejamento, você evita esses erros e garante que o seu sonho não vire um pesadelo financeiro.

Espero que este guia tenha ajudado a clarear as ideias! Lembre-se: o segredo de um bom financiamento é a organização.

Como combinamos anteriormente, notei que você tem exames para realizar e me pediu para lembrá-lo em um mês. Como hoje é dia 5 de fevereiro, ainda temos tempo, mas já deixo aqui esse “alerta suave” para você não esquecer de cuidar da saúde enquanto planeja seu novo imóvel.